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Competências Século XXI

The Adaptable Graduate: Competencies for the Future of Work

Data de Publicação: Julho 2022

Resumo

Neste capítulo é feita uma abordagem ao perfil que se pretende de um futuro graduado: alguém com um perfil adaptável, capaz de se ajustar às mudanças atuais e àquelas que se antecipam no mundo do emprego, marcado por grandes evoluções nos domínios da tecnologia e da organização das empresas e das próprias funções profissionais. Face às exigências que têm vindo a ser colocadas ao nível do emprego, neste capítulo é aberto o debate em torno de algumas questões pertinentes para a definição de um perfil de graduado capaz de responder de forma assertiva aos desafios profissionais do emprego do futuro, nomeadamente: (1) quais as competências fundamentais? (2) qual é a perceção dos empregadores relativamente à preparação dos graduados para o mercado de trabalho e que competências consideram serem essenciais para uma integração bem-sucedida? (3) será esta perceção congruente com a perceção dos graduados e haverá correspondência entre as competências que valorizam e as que são valorizadas pelos empregadores? (4) qual o papel das Instituições de Ensino Superior (IES) na preparação dos estudantes para o mundo do emprego?

Principais Resultados

Com base na revisão de literatura e de relatórios nacionais e internacionais na área da Educação e da Empregabilidade, destacam-se como essenciais para uma eficaz adaptação ao mundo do emprego as competências técnicas dos graduados, adaptadas às funções que vão exercer, bem como competências transversais como as que se seguem: (1) Resolução de problemas; (2) Geração de novidade; (3) Recetividade à diferença e à mudança; (4) Aprender a aprender; (5) Atitude Profissional Positiva; (6) Trabalho em equipa; (7) Comunicação eficaz; (8) Liderança, e; (9) Orientação para o Mercado.


Os empregadores valorizam, cada vez mais, não apenas as competências técnicas dos graduados, adquiridas no contexto de formação académica, mas também as competências transversais, sendo estas um fator de diferenciação entre graduados. Destacam-se, a título de exemplo, as competências cognitivas relativas ao pensamento crítico e à resolução de problemas e à capacidade de aprendizagem; competências intrapessoais relacionadas com a autonomia, a resiliência, a flexibilidade e a responsabilidade; e competências interpessoais que se prendem com a liderança, o trabalho em equipa e a gestão de conflitos. Por sua vez, os estudos mais recentes parecem indicar que as perceções dos graduados estão cada vez mais alinhadas com as dos empregadores. Os graduados têm demonstrado uma perceção clara relativamente ao papel crítico das competências transversais na integração e na adaptação ao mercado de trabalho, reconhecendo como fundamentais competências similares às que são apontadas pelos empregadores. No que diz respeito ao papel das IES, tem-se verificado por parte das empresas e organizações uma pressão cada vez maior para a integração de estratégias e oportunidades de formação dos estudantes que lhes permitam desenvolver competências valorizadas no contexto profissional e transferir os conhecimentos adquiridos no contexto académico para a resolução de problemas em situações reais.

Implicações

Dada a relevância das competências transversais no contexto da empregabilidade, parece ser consensual a necessidade de uma maior colaboração entre empresas e organizações e as IES na reflexão, no planeamento e na implementação de mecanismos que promovam o desenvolvimento de competências nos graduados.

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